domingo, 3 de maio de 2015

[Análise] 3ª Temporada de Vikings.

Não posso dizer que essa terceira temporada de Vikings não me surpreendeu. Colocou toda a corte do Ragnar em meio a múltiplas confusões, conspirações, alianças e joguetes políticos.


Tive uma maior sensação de trama, com coisas acontecendo na Inglaterra ao mesmo tempo em que alianças e traições eram armadas no interior da Escandinávia, enquanto os Vikings pensavam em invadir a França e a guerra pelo poder de Mercia se estendia.

Falando em Mercia, o que falar da princesa Ninfomaníaca? (cujo nome eu esqueci). Ela ganhou um bom desenvolvimento nessa temporada, já que os Vikings decidiram ajudar em sua causa e isso nos traz pra primorosa batalha que finaliza o primeiro episódio dessa temporada.

Que batalha amigos...

As cenas de lutas, as batalhas em si dessa temporada estão sensacionais. A produção está maior, os efeitos especiais também. Tivemos uma grande invasão numa das melhores batalhas que eu vi na vida, superando algumas super produções hollywoodianas. Tudo isso em meio a um ambiente mais realista, onde ninguém tem poderes mágicos ou habilidades especiais.

Por falar nisso, uma parada que me deixou intrigado foi aquele lance das visões que as mulheres estavam tendo. O que diabos foi aquilo? Sem contar com o aparecimento do carinha que o Floki diz ser Odin. Acho que quando os lances sobrenaturais acontecem no ambiente do imaginário do personagem, com visões e etc, o clima corresponde e se encaixa melhor com o trabalhado na série. 

Colocar visões em conjunto e curas milagrosas meio que quebram todo esse realismo, porque deixa de ser imaginação e se torna um fato.

Achei o Ragnar meio apagado nessa temporada também. Talvez por sua doença, ele esteve mais afastado, principalmente na batalha de Paris, onde achei que ele não executou suas obrigações como rei dos Vikings. Em vez que liderar seu exército ele apenas observou de longe sua derrota e apenas decidiu agir quando tudo já estava perdido.

Sobre os franceses. Gostei muito do rápido desenvolvimento dos personagens. Do imperador covarde à princesa chata pra caralho, os personagens entraram de maneira rápida e já nos conquistaram. Toda a grandiosidade de Paris também chama a atenção por se assemelhar as cidades medievais que vemos nas grandes obras, diferente das cidades da Inglaterra, com suas muralhas de madeira e ambiente menos desenvolvido.

Um ponto em que reclamei em outras análises da série e meio que continuou nessa foi à falta de coragem dos roteiristas de matar personagens importantes. Achei a morte da Siggy meio boba, a do Athelstan também meio sem graça. Em vez de serem eventos memoráveis, o Floki acabou nem sendo punido e sua morte em nada ajudou no plot, foram feitas apenas para que ninguém dissesse que nenhum personagem morreu. Mas os principais ainda continuam imortais.

Gostei do desenvolvimento do Bjorn, que deve ganhar um papel muito maior na próxima temporada. Esperei que essa temporada terminasse com a morte do Ragnar e com um começo de uma guerra pelo trono dos Vikings, mas isso não aconteceu. Seria legal acompanhar o Bjorn guerreando para manter o que seu pai conquistou.

Enfim, essa temporada foi muito divertida, ampliou bastante a trama e não deve em nada para as anteriores. Vikings continua em sua ascensão, cada vez mais se mostrando uma das melhores séries da atualidade. (Ainda estou sem folego pelo episódio da batalha de Paris, mesmo tendo assistido há algumas semanas atrás).
Nota: ★★★★★★★★★ (9/10).

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